Oscar Malvessi, da FGV: alerta não foi ouvido pela direção da Sadia
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Oscar Malvessi, da FGV: alerta não foi ouvido pela direção da Sadia
o problema da miséria e da estagnação econômica, ao contrário do Brasil?
O segredo americano, e que você jamais encontrará
em nenhum livro de economia, é que os Estados Unidos
são um país bem administrado, um país administrado por profissionais.
Dezenove por cento dos graduados de universidades americanas são formados em administração. Administração é a profissão mais freqüente, e portanto a que dá o tom ao resto da nação.
Infelizmente, o Brasil nunca foi bem administrado. Sempre fomos administrados por profissionais de outras áreas, desde nossas empresas até o governo. Até recentemente, tínhamos somente quatro cursos de pós-graduação em administração, um absurdo!
De 1832 a 1964 a profissão mais freqüente no Brasil era a de advogado, e foi essa a profissão que exerceu a maior influência no país, tanto que nos deu a maioria de nossos presidentes até 1964. A revolução de 1964 acabou com a era do advogado e a legalidade, e tivemos a era do economista, que perdura até hoje.
Nos próximos dez anos isso lentamente mudará. O Brasil já tem 2.300 cursos de administração, contra 350 em 1994. Estamos logo depois dos Estados Unidos e da Índia.
Administração já é hoje a profissão mais freqüente deste país, com 18% dos formandos. Antes, nossos gênios escolhiam medicina, direito e engenharia. Agora escolhem medicina, administração e direito, nessa ordem.
Há dez anos tínhamos apenas 200.000 administradores, e só 5% das empresas contavam com um profissional para tocá-las. O resto era dirigido por "empresários" que aprendiam administração no tapa. Por isso, até hoje 50% das empresas brasileiras quebram nos dois primeiros anos e metade de nosso capital inicial vira pó.
O que o aumento da participação dos administradores na gestão das empresas significará para o Brasil? Uma nova era muito promissora. Finalmente seremos administrados por profissionais, e não por amadores. Daqui para a frente, 75% das empresas não quebrarão nos primeiros quatro anos de vida, e nossos investimentos gerarão empregos, e não falências.
Em 2010, teremos 2 milhões de administradores formados, e se cada um empregar vinte pessoas haverá 40 milhões de empregos novos. Será o fim da exclusão social.
Administradores nunca foram ouvidos por políticos e deputados nem concorriam a cargos públicos. Em 2010, é muito provável que teremos nosso primeiro presidente da República formado em administração. Por incrível que pareça, nunca tivemos um executivo no Executivo.
Muitos de nossos ministros e governantes aprendiam administração no próprio cargo, errando a um custo social imenso para a nação. Foi-se o tempo em que o mundo era simples e não havia necessidade de ter um curso de administração para ser um bom administrador.
Em 2006, o candidato da oposição que demonstrar boa capacidade gerencial será um forte candidato à sucessão de Lula. João Paulo Cunha, do PT, já o alertou de que, "se houver um bom administrador, ele conquistará o eleitorado da periferia".
Não quero exagerar a importância dos administradores, mas somente lembrar que eles são o elo que faltava. Ordem não gera progresso, estabilidade econômica não gera crescimento de forma espontânea, sempre há a necessidade de um catalisador.
Não será uma transição fácil, pois as classes dominantes não aceitam dividir o poder que têm. Há muita gente interessada em manter essa bagunça e desorganização, como vivem denunciando Luiz Nassif, Arnaldo Jabor e José Simão. Gente que é contra supervisão, eficiência e organização.
Administradores têm pouco espaço na imprensa para defender suas idéias e soluções. Em pleno século XXI, sou um dos raros administradores com uma coluna na grande imprensa brasileira, e mesmo assim mensal. Peter Drucker há quarenta anos tem uma coluna semanal em dezenas de jornais americanos, ele e mais trinta gurus da administração.
Administradores têm outra forma de encarar o mundo. Eles lutam para criar a riqueza que ainda não temos. Economistas e intelectuais lutam para distribuir a pouca riqueza que conseguimos criar, o que só tem gerado mais impostos e mais pobreza.
Se esses 2 milhões de jovens administradores que vêm por aí ocuparem o espaço político que merecem, seremos finalmente um país bem administrado, com 500 anos de atraso. Desejo a todos coragem e boa sorte.
www.kanitz.com
Acadêmica: Angela Ferronatto
Com o pior desempenho da série histórica iniciada em 1996, a indústria contribuiu decisivamente para a retração da economia brasileira no primeiro trimestre. Setor que agrega a maior parte do investimento, a indústria teve segmentos importantes, como a construção civil e a indústria de transformação, com os resultados mais pífios já registrados na história recente.
Ao todo, a indústria teve queda de 9,3% em valores adicionados ao PIB (Produto Interno Bruto), na comparação com o primeiro trimestre de 2008 --foi o pior resultado em 13 anos. Em relação ao quarto trimestre, a retração foi de 3,1%. No geral, a economia retraiu 1,8% no primeiro trimestre ante igual período do ano passado, e caiu 0,8% na comparação com o quarto tri.
A construção civil, que concentra boa parte dos investimentos teve redução de 9,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Trata-se também do pior resultado da série.
"Certamente, o menor desempenho da construção civil afeta o investimento. Quase toda a construção civil é considerada investimento", afirmou a gerente de Contas Nacionais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Rebeca Palis.
Já a indústria de transformação caiu 12,6% em relação ao primeiro trimestre de 2008, o que significou também o pior desempenho da série histórica. As principais quedas foram observados nos segmentos de máquinas e equipamentos, que concentra a maior parte do investimento. Também foram afetados pela crise as produções de metalurgia e veículos automotores.
| Antônio Gaudério/Folha Imagem |
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| Queda do PIB industrial reflete adequação à realidade de crise, afirma economista |
A indústria de transformação pesa 57,2% no total da atividade industrial, e 16% no valor adicionado ao PIB, pela ótica da produção.
Também foi verificada queda no desempenho do segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, com redução de 4,2% frente ao período de janeiro a março do ano passado.
Já a indústria extrativa mineral registrou redução de 1,1% em relação ao primeiro trimestre de 2008. O desempenho um pouco acima do que outros segmentos da indústria se deveu à produção de petróleo e gás, que subiu 6,5%. Esta atividade responde por 70% do valor adicionado pela indústria extrativa.
Afetado pela crise e a menor demanda externa, a extração de minério de ferro despencou 38,1% em relação ao primeiro trimestre de 2008. A atividade responde por cerca de 20% da indústria extrativa mineral.
O fraco desempenho da indústria contribuiu decisivamente para a menor arrecadação de impostos, que teve queda de 3,3% frente ao primeiro trimestre do ano passado.
"A indústria é a que mais paga impostos", observou Rebeca Palis.
ACADÊMICA: ANGÉLICA MARTINS MOREIRA
"O que pode gerar problemas são as verdades provisórias e eventuais mentiras camufladas de bons argumentos", afirmou o coach executivo e de equipes, Carlos Cruz. Ele explicou que, quando é franco, o profissional tira as pessoas da famosa zona de conforto e, por isso, elas ficam mais suscetíveis a conflitos. (site administradores)
De acordo com ele, o ser humano só diz o que é verdade ou mentira baseado no próprio conhecimento, na experiência vivida e no que ele acredita. No ambiente de trabalho, porém, é preciso ter como referência os fatos para comunicar as verdades em mente.
No feedback
O feedback é um momento propício para falar a verdade. O processo só se torna útil, porém, se alguns cuidados são tomados:
- Seja descritivo, e não avaliativo: evitar julgamento ao relatar uma situação reduz a necessidade de se reagir defensivamente;
- Quebre a resistência: reconheça algo positivo antes de dizer a verdade ao outro, caso seja pertinente;
- Seja específico, ao invés de genérico: em vez de dizer a alguém "você é...", descreva seu comportamento em determinada situação;
- Foque no comportamento que o outro pode modificar: caso contrário, terá um colega de trabalho frustrado;
- Seja oportuno: dê um feedback logo após o comportamento em questão, mas é importante observar a abertura do outro para ouvi-lo;
- Seja pontual: quanto mais objetivo for, mais impacto vai gerar e maiores as possibilidades de melhorias;
- Seja franco: quanto mais franqueza tiver na comunicação e menos enrolar, mais segurança você terá para falar a verdade.
- Basear-se em fatos;
- Apresentar soluções, ao invés de relatar problemas;
- Evitar triangulação na comunicação, ou falar de um terceiro que não esteja presente na reunião;
- Estimular o debate colocando hipóteses para as verdades em questão;
- Focar em resultados.
ACADEMICA: VANESSA STRADA MACHADO
Currículo cheio de saberes pode chamar a atenção dos recrutadores no momento da triagem, mas as empresas querem mais de seus funcionários. “As competências comportamentais da equipe são fundamentais para o crescimento da empresa. Pessoas criativas, proativas e que possuem visão de negócios fazem toda a diferença para a organização”, afirma Giuliano Bortoluci, diretor de comunicação da Estagiários.com, empresa especializada no recrutamento e seleção de estagiários. “Conhecimentos e habilidades técnicas são muito importantes, mas deve-se prestar atenção em outros aspectos que os candidatos têm a oferecer”, diz.
O Brasil ainda precisa de muito investimento na educação e no conhecimento técnico dos profissionais que já atuam no mercado, mas também dos jovens que estão começando agora. “As empresas estão sentindo falta de profissionais capacitados e hoje investem cada vez mais em jovens talentos para seguirem carreira e neles despertar os valores da companhia. O objetivo é fazer com que pensem por si só a partir do conhecimento que lhes foi concedido”, diz Bortoluci. “Essa é a grande tendência dos últimos tempos”, acrescenta.
O fato é que as corporações atualmente contratam pelas competências técnicas e esperam de seus funcionários o desenvolvimento de habilidades extras e também que vistam a camisa da empresa. Além disso, a postura no trabalho também conta muito na avaliação do profissional. Há quem diga que isso é coisa do passado, algo muito comum no pensamento da chamada Geração Y – jovens poucos disciplinados e insubordinados. Porém, não é isso o que acontece. Assim como as competências comportamentais, o próprio comportamento do profissional é importante e chega a ser motivo de demissão caso este não atenda a essas exigências da empresa em que trabalha.
Acadêmica: Angela Ferronatto

03/06/2009 @ 22:45:10
por gustavo
Brasil tem a maior entrada de ...
03/06/2009 @ 22:41:38
por gustavo
Investidores desconfiam de recuperação, e Bovespa ...
03/06/2009 @ 22:35:42
por gustavo
Olá Pessoal... Aproveitando o excelênte post ...
03/06/2009 @ 02:37:03
por José manuel
Sadia nomeia conselho que vai avaliar ...
02/06/2009 @ 02:43:18
por lila